Além de Veredas/Meu Sol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Estão as águas que sua pele acaricia

O que dá brilho a sua forma e te ilumina

 

Sertão sem mar

Eu sem meu sol

Peixe de rede

De seu anzol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Termina a pele seca e o sofrimento mudo

Do choro agudo camuflado em poço fundo

 

Quero saber

Poder te amar

Chuvas em sol

Te ver brilhar

 

Crespa tez, do meu caminho em espinho

Coração entregue a pleno desalinho

 

Ondas pro mar

Você pra mim

Dormir sonhar

Cheiro em jasmim

 

 

 

Aproveitando que ninguém mais lê esse blog vou vomitar algumas coisas. Uma coisa boa aconteceu. Voltei a ter plano de saúde. Não sentia a falta que ele me fazia até me machucar severamente e não ter outra opção que não o serviço público de saúde. É… Não foi dos piores mas eu não melhorei em nada desde então. Nem da minha coluna nem da cabeça e dos nervos. Os dois últimos não tiveram nada a ver com os hospitais públicos. Não. Se eu tivesse que culpar alguém seria a todo mundo que existe no planeta, que de alguma forma fez o mundo ser como é e consequentemente eu. Não me excluo dos culpados. Se houvesse algum. Acho tão bonito ver esses casos “Ana Maria Braga” e “Oprah”, de superação, otimismo e blá blá blá mas eu cansei de ser otimista e simplista. Mesmo sabendo que não vou conseguir mudar isso eu tenho esperança que o meu comodismo em relação a inutilidade humana vai virar do avesso e eu vou passar a ser avessa e passar a me incomodar e ser ativa. Se eu conseguir começar por mim já é um grande passo. Meu Deus to sendo otimista de novo. Quando que eu vou deixar de ser essa contradição, acomodada e braçal, gentil e torpe, criativa e cabeça dura, grudada desgarrada, amante desalmada, egoísta desinteressada e generosa, isso e aquilo. Cai na real né? Viva com isso. Foi um comodismo ai em cima? É. Acho que sim! Não. Foi sim. To com vontade de xingar em inglês. Odeio inglês. Eu queria muito servir pra alguma coisa que me beneficiasse. Ainda bem que eu não sou suicida, porque passaria a vida inteira me matar sem sucesso. Alguma coisa boa deve ter nisso. Eu bem que queria escrever mais umas bobagens mas como estou escrevendo pra mim e todas as coisas estão presentes nas entrelinhas, partirei sem parágrafos e sem correções ortográficas.

O Tempo

A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim

Pra mim, pra mim
Laiá, lalaiá

Se o tempo se abrir talvez
Entenda a razão de ser
De não querer sentar pra discutir
De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir
A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar

E o tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

DioEu nem ligo muito pro Dio (Deve ser por conta do Ozzy, que eu AMO e foi substituido ridiculamente  pelo guinomo em questão) mas o Tenacious D me deu uma nova perspectiva do Dio.

Enfim… minha homenagem a sua morte!

Pois é amizade, voltei!

Zapata morreu, eu vou trabalhar de carteira assinada, o carnaval acabou, meu cabelo não é mais o mesmo e meu cachorro está com transtorno continua lindo e preguiçoso.

Fora isso, nenhuma novidade. Postando só para não esquecer a senha do blog. De novo.

Poesia do cume

No cume daquela serra

semeei uma roseira

O mato no cume arde

A rosa no cume cheira…

Quando cai a chuva grossa

a água do cume desce

o orvalho no cume brilha

o mato no cume cresce!

Mas logo que a chuva cessa

ao cume volta a alegria,

pois volta a brilhar depressa

o sol que no cume ardia

E quando chega o verão

tudo no cume seca

o vento o cume limpa,

e o cume fica careca…

Ao subir a linda serra

Vê-se o cume aparecendo

mas começando a descer

vai-se o cume escondendo

Quando cai a chuva fria

salpicos no cume caem…

abelhas no cume picam…

lagartos do cume saem…

À hora crepuscular

todo o cume escurece,

irilampos no cume brilham

e a lua no cume aparece!

E quando vem o inverno,

a neve no cume cai…

O cume fica tapado,

E ninguém ao cume vai…

Mas a tristeza logo se acaba,

e de novo vem o verão!

O gelo do cume cai

e todos ao cume vão!

Depois de 2 anos e meio morando no Rio de Janeiro, no bairro que mais cresce no Estado, dormindo e acordando com barulhos de todas as máquinas necessárias para a construção e reforma de prédios e concessionárias de automóveis, além de conviver com a frenética passagem de carros nas ruas bem embaixo da minha janela, meu marido e eu resolvemos mudar de vida e decidimos ir morar num lugar mais sossegado, sem poluição e confusão de gente e de motores.

Foi então que surgiu a brilhante idéia. Muito inspirados pela novela das 6 da rede Globo, Paraíso, resolvemos ir morar na roça. Mato, passarinhos, tranqüilidade.

Pois bem, todo ia seguindo como o planejado até o terreno ao lado ser comprado e claro, o que o novo dono vai querer fazer? Obra!

Ê-ba…

Se eu estivesse com saudades das manhas da Barra da Tijuca, hoje seria um dia de glória.

8h da manhã e uma barulheira já conhecida e devidamente diagnosticada no meu arquivo auditivo de barulhos insuportáveis. A p… de uma escavadeira passeando solene no meu jardim (não era pra ser bezerros  e cabras gente?!).

 

Passarinho Grande Demais

Passarinho Grande Demais

 

Nem na roça se tem paz. A primeira Neusa já foi tomada hj, espero que seja a última!

 Mas não vou me descabelar agora. Depois que ele colocar a casinha pré-fabricada onde era o meu antigo campo de futebol, as coisas vão voltar ao normal.

 

E como tudo tem um lado positivo, Constantina estava mesmo precisando de um empurrãozinho.