Está ficando cada vez mais complicado.

Cada hora que passa, cada dia que vejo raiar em minhas noites insones. Fica dia após dia mais difícil de aturar.

Minha boemia enrustida e carente de saídas embriagantes, mesmo que sendo raras vezes perturbadoras, estabelece a cada minuto uma ansiedade maior em meu espírito.

Minhas músicas não são felizes e meu choro não sai. E quando brota, quase forçado, é triste.

Não sei se nasci na época certa, não sei se minhas vontades são legítimas e corretas.

Meu corpo se alimenta de venenos que nem sei o nome, mas por serem comuns, não são julgados nem tão abomináveis quanto meus pensamentos.

A satisfação está pela hora da morte e não agüento mais lutar com minhas loucuras, pedindo-lhe para esperar por tempos melhores. Temos de cura.

Vivo para servir a outros ao mesmo tempo em que os preciso para tal, me falta saber como fazê-los compreender.

Feministas envergonham-se de mim, mas em minha tristeza está certa felicidade que não me deixa fugir desta rotina ludibriante e traiçoeira.

Sou um cão malcriado que precisa de dono em tempo integral, egoísta em meus maneirismos e vontades. Estou longe de ser perfeita, melhor, se o caso fosse e ainda gosto disso.

 

17 de abril de 2009

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Uma resposta to “Meu canto”


  1. a nossa luta com tudo que se torna rotineiro, previível, ach que é tão cruel quanto nossa tristeza por tudo que a gente quer, sente o cheiro e, mesmo assim, parece tão distante…

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