Vida na Roça


Depois de 2 anos e meio morando no Rio de Janeiro, no bairro que mais cresce no Estado, dormindo e acordando com barulhos de todas as máquinas necessárias para a construção e reforma de prédios e concessionárias de automóveis, além de conviver com a frenética passagem de carros nas ruas bem embaixo da minha janela, meu marido e eu resolvemos mudar de vida e decidimos ir morar num lugar mais sossegado, sem poluição e confusão de gente e de motores.

Foi então que surgiu a brilhante idéia. Muito inspirados pela novela das 6 da rede Globo, Paraíso, resolvemos ir morar na roça. Mato, passarinhos, tranqüilidade.

Pois bem, todo ia seguindo como o planejado até o terreno ao lado ser comprado e claro, o que o novo dono vai querer fazer? Obra!

Ê-ba…

Se eu estivesse com saudades das manhas da Barra da Tijuca, hoje seria um dia de glória.

8h da manhã e uma barulheira já conhecida e devidamente diagnosticada no meu arquivo auditivo de barulhos insuportáveis. A p… de uma escavadeira passeando solene no meu jardim (não era pra ser bezerros  e cabras gente?!).

 

Passarinho Grande Demais

Passarinho Grande Demais

 

Nem na roça se tem paz. A primeira Neusa já foi tomada hj, espero que seja a última!

 Mas não vou me descabelar agora. Depois que ele colocar a casinha pré-fabricada onde era o meu antigo campo de futebol, as coisas vão voltar ao normal.

 

E como tudo tem um lado positivo, Constantina estava mesmo precisando de um empurrãozinho.

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Nós estamos sempre pensando nas coisas que queremos conquistar. O que vamos comprar, quantos cargos subir, promoções e reconhecimentos ganhar. Trabalhamos, estudamos por isso, sacrificamos coisas e pessoas – que muitas vezes somos nós mesmos – em prol dessa evolução.

Os últimos dois anos foram bem proveitosos pra mim. Consegui muitas das coisas que queria e não tenho nem cara de chegar pra Deus e pedir mais uma ajudinha. Agora é só agradecer, porque tudo o que posso pensar em melhorar só depende de mim. Na verdade sempre dependeu!

 Alguns podem olhar pra mim e achar estranho eu ser realizada com tão pouco. Eu não acho pouco, tenho certeza que é até muito, é mais do que eu pedi. Tenho o amor da minha vida sempre ao meu lado, saúde, tranqüilidade e o mais importante, as pessoas amadas sempre por perto e sendo recíprocas ao meu amor e carinho.

resume band

resume band

Fabi

Fabi

 

Quero agradecer aos amigos queridos que vieram passar o feriado de 7 de setembro aqui na nossa casa. A distância é muita, mas o carinho tbm é. Amo muito vcs!!!

Vivi e Ivo

Vivi e Ivo

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Atualizações da roça.

 Peguei o meu primeiro Bicho de Pé.

Já está limpo, mas o rombo no meu pé é nítido.

M… mesmo é saber que esse não será o último.

Bicho de Pé da Dedé

Bicho de Pé da Dedé

Como já disse no outro post, meu organismo já se acostumou a acordar com as galinhas como se diz.

Hoje não foi diferente. Acordei às 6:10, apaguei a luz da varanda os , recolhi os copos que ficaram no escritório, recolhi as roupas sujas de roça do dia anterior e desci para fazer o café.

O cheiro do café subiu e Isaias (maridõn) desceu. Papo vai, cafezinho vem e de repente não mais de repente ouvimos um mugido. Até aí morreu neves pq isso acontece todo dia. Por mais que esse tenha sido um tanto mais alto, não seria nenhuma novidade. Digo não seria, pq quando fomos ver o pq do Bruce (filhotinho da mamãe) estar tão eufórico, descobrimos que o mugido vinha de uma vaca que estava no nosso quintal (ou pasto como queiram). A bela vaquinha estava acompanhada de seu bezerro quase desmamado e três ovelhas.

Vaca Mãe

Vaca Mãe

 

Bezerro e Carneirinhos.
Bezerro e Carneirinhos.

Passado o susto inicial, fomos mais perto para acompanhar a generosidade desses animais que se dispuseram a capinar o terreno sem pedir nada em troca e ainda liberaram adubo fresquinho “de grátis”!

A coisa mais linda! As ovelhas foram tão cuidadosas que se deram ao trabalho de comer o capim que estava escondido no meio do pingo de ouro. Raio de capim que me dá um trabalhão pra tirar. Elas fizeram rapidamente.

Tirei fotos, filmei e quando eu estava gostando mesmo da visita inesperada veio o Adão – o marido da Maria sabe? – e levou os bichou embora.

 

Voltamos pra casa e voltamos a fazer nossas atividades rotineiras. Limpei a casa, mudamos algumas coisas de lugar, vimos e-mails (eu já disse que temos internet agora? Acho que não. Pois é, temos!) e eu fui continuar a poda dos pingos de ouro do jardim.

Isaias foi me ajudar e quando estávamos quase terminando ele diz: “Olha isso Débora?!”

Eu que estava tirando os tais capins do meio dos pingos de ouro, me levantei para olhar vi uma ave que eu nunca vi na vida, mas parece uma garça cinza e com as pernas cor de rosa ou vermelhas. Linda! Era um casal, mas só um veio passear no sítio, o outro(a) ficou do outro lado da cerca.

Mais uma vez fui eu correndo buscar a câmera para registrar a visita e quando voltei…. Ela estava lá.

A Ave

A Ave

Fui quase como uma idiota andando de vagar e agachada no mato que faz um barulho tremendo

(principalmente aqui que não tem barulho de nada), com a câmera na mão tentando chegar o mais perto possível. O máximo que consegui está aí. Ela ficou bem desconfiada quando cheguei a uns 15m e saiu correndo… Não sei pq não saiu voando… mas foi.

Completamente adaptada à rotina da roça.

Agora, depois de uma semana, não consigo mais me ver morando numa cidade como o Rio novamente.

Ter que vir até a cidade pra poder usar a internet já é uma chatice.

É incrível como nós somos capazes de nos adaptar as condições em que nos colocamos ou que somos impostos.

Já no primeiro dia fui dormir às 20h por conta do cansaço da viagem e da rotina da casa em que passamos os primeiros dias, acordei no dia seguinte às 6h em ponto.

Desde então o mais tarde que consegui dormir foi às 21. Isso por que eu estou achando que está passando um pouco da conta acordar 4h da manhã e ficar esperando o sol iluminar alguma coisa pra eu poder levantar. 5h30min é um bom horário.

É muito divertido morar na roça. Cuidar dos bichos, da horta, do jardim. Podas, mudas, ancinho, enxada e machado.

Acordar com uma vaca ou uma ovelha intrusa pastando no seu terreno…

Tapar os buracos da cerca para isso não voltar a acontecer e/ou o cachorro não fugir pra plantação de milho do vizinho (mais uma vez).

Muito bom.

Para os amigos mais chegados que estão super preocupados comigo pensando o que eu vou fazer sem um bar por perto. Podem aliviar a moleira. No haras do “Gelso” tem um bar. Fica dentro do estábulo dos cavalos. Toda quarta tem galinhada e todo dia tem carrapato estrela.

A mulher do “Gelso”, a Lindalva, tem uma hortinha muito bunitinha e variada onde conseguimos nossas primeiras mudinhas de hortaliças.

Ai… Depois escrevo mais. Inté.