Pensando alto


Ainda não escrevi nenhuma música nesse tempo que estou morando na roça.

Este não era mesmo o objetivo inicial e eu, como tantos, sou iluminada pelos raios da inspiração musical quando estou meio pra baixo. Quando se quer escrever, por mais que saia uma bela merda, o fundo do poço – é sim!! – o melhor lugar.escrita22

Já escrevi coisas até bem alegrinhas, umas românticas (sem ser de dor de cotovelo), mas não é tão interessante.

Gostaria de dizer que todos nós nos encontramos no amor, mas é bem mais certo de nos unirmos no sofrimento.

 

A música a seguir escrevi num desses dias de tédio e insatisfação.

Quando as Sras. Fauna e Flora me inspirarem eu mostro pro cês!

Inté!

 

 

 

 

Vivo ou morto

Débora Dezerto

 

 

 

“Vivo ou morto

 

As luzes das casas

Parecem não ter fim

As construções se erguem

Sobre mim

 

As esperanças tornam-se

Ilusões

E confidências se espalham

Por outras dimensões

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me dia sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

 

Mil maravilhas imaginei

Sons, curvas, malicias

Em formas eu viajei

 

Mas nada fica claro

Por que preciso encontrar

A casa do meu recanto

E então enfim repousar

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me diga sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

Que é certo o que eu

Quero realizar”

 

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Nós estamos sempre pensando nas coisas que queremos conquistar. O que vamos comprar, quantos cargos subir, promoções e reconhecimentos ganhar. Trabalhamos, estudamos por isso, sacrificamos coisas e pessoas – que muitas vezes somos nós mesmos – em prol dessa evolução.

Os últimos dois anos foram bem proveitosos pra mim. Consegui muitas das coisas que queria e não tenho nem cara de chegar pra Deus e pedir mais uma ajudinha. Agora é só agradecer, porque tudo o que posso pensar em melhorar só depende de mim. Na verdade sempre dependeu!

 Alguns podem olhar pra mim e achar estranho eu ser realizada com tão pouco. Eu não acho pouco, tenho certeza que é até muito, é mais do que eu pedi. Tenho o amor da minha vida sempre ao meu lado, saúde, tranqüilidade e o mais importante, as pessoas amadas sempre por perto e sendo recíprocas ao meu amor e carinho.

resume band

resume band

Fabi

Fabi

 

Quero agradecer aos amigos queridos que vieram passar o feriado de 7 de setembro aqui na nossa casa. A distância é muita, mas o carinho tbm é. Amo muito vcs!!!

Vivi e Ivo

Vivi e Ivo

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Atualizações da roça.

 Peguei o meu primeiro Bicho de Pé.

Já está limpo, mas o rombo no meu pé é nítido.

M… mesmo é saber que esse não será o último.

Bicho de Pé da Dedé

Bicho de Pé da Dedé

Eu fico me perguntando. O que seria da reputação de grandes cantores, atores e quaisquer artistas, brasileiro ou internacionais, se os paparazzi já existissem e infernizassem nos tempos de Roberto Carlos jovenzinho playboy ou até mesmo na época de Xuxa de maiô e bota no joelho na frente da TV brincando com os baixinhos?

Será que teríamos “Rei” e “Rainha” (dos altos e baixos) aclamados e respeitados, se desde seu início de carreira suas vidas fossem viradas de ponta cabeça e seus “podres” motivo de mais vendas em capas de revista?

Salve Amy, Britney e semelhantes, que além de fazer seu trabalho, muito bem por sinal, tem de encarar hipócritas, invejosos, usurpadores, oportunistas e Bispos Macedo, pintando e bordando por aí rindo da desgraça alheia que eles mesmos fazem questão de criar e/ou alimentar.

Tô Maysa hoje.

Os amigos mais próximos sabem bem da minha agonia, impaciência e frustração por não conseguir um parceiro para colocar minhas músicas em prática.

Infelizmente o tempo não é um “bem” que meus queridos músicos disponham, e eu preciso de alguém para me acompanhar.

Mais novo amigo

Mais novo amigo

Bem… Resumo da ópera, as músicas da 3D agora serão feitas para serem acompanhadas pelo pandeiro.

Meu patrocinador me deu um pandeirinho lindo e bem barulhento de presente e o youtube pode ser um grande professor.

Então… Estou a caminho da independência.

 

Viva o pandeiro e a capacidade de deixar de ser descoordenada.

Aarrgh“Não jogue fora o que Deus lhe deu

Não corra atrás de um sonho que não é seu

Não desfaça os laços de afeto

Seja um bom pagador

Não mate amigo, inimigo ou inseto

 

E se não surtar, mande a receita

Que eu como, rasgo ou mando queimar

Por que eu vou surtar, não fui má enquanto pude

E me dei até não mais me achar

 

Já cansei de auto-ajuda

Seus conselhos, choro e culpa

Quero me encontrar com

Nietzsche, Cazuza e Pablo Neruda

 

Não joguei fora o que Deus me deu

Castiguei meus pés atrás dos sonhos meus

Te amei mais que à minha própria vida

Não matei, mas morreram

Aqueles a quem dediquei minha vida

 

E eu quero surtar, a sua receita

Eu como, rasgo e mando queimar

E se eu não surtar, serei má, cruel e rude

Até ninguém mais me agüentar.”

 

3D

Do Zazá

Do Zazá

Quais são as motivações que levam todos nós a tomarmos nossas atitudes?

O que leva uns há matar e outros a abdicar de suas vidas para cuidar e zelas pela vida dos demais? Por que alguns são tão ativos naturalmente e outros necessitam tanto de incentivos externos para serem produtivos (não só para o mundo, mas para si)?

Será o ambiente? A criação? Falta de autoconhecimento?

Isso e muito mais?

Faz muito tempo que venho tentando encontrar em mim, minha motivação para executar qualquer tarefa, seja ela física ou intelectual.

As pessoas tem muitos tipos de motivação, mas pensando e segmentando essas motivações, identifiquei todas elas em uma única categoria. Paixão.

Pois é, você pode ter paixão por dinheiro, pela arte, pela família, várias paixões juntas, o rompimento de uma paixão etc. Vale lembrar que paixão aqui não está diretamente ou unicamente relacionada com amor, mas com impulsos elétricos do nosso corpo que nos estimulam a ter energia e a tomar atitudes, a primeira marcha.

De Peps

De Peps

Os cursos e aulas de motivação, que são ministrados por pessoas bem engraçadas por sinal (mais pelo ridículo), geralmente abordam assuntos como liderança e como lidar com o grupo, por exemplo. E esse tipo de palestra, me encasqueta ainda mais a cabeça com dúvidas sobre minhas motivações e as que funcionam para os outros. Nas poucas palestras motivacionais que participei, foi difícil entender como as pessoas são encorajadas pelos argumentos, exemplos e analogias tão fervorosamente ditos pelos palestrantes. Acho que o mesmo acontece nas igrejas e em discursos políticos. O tal orador, pode estar falando nada com nada, mas a imponência na voz e no gestual já diz o que a platéia quer ouvir, mesmo que seja pelos olhos.

O meu?

O meu?

Pode parecer que eu acho desnecessário ou inútil existir cursos motivacionais, igrejas e política. Mas não é verdade. Eu acho ótimo, só não me motivo. Daí o problema é comigo mesmo.

Minha motivação não surge no desejo de ser bem sucedida corporativamente, não é essa a minha paixão. Provavelmente é esse o motivo da minha falta de interesse e sentimento de tempo perdido quando me encontro nesta situação engravatada.

O da Vivi

O da Vivi

 

Minha paixão são as idéias, as pessoas, as idéias das pessoas.

Um bom papo é inspirador, um texto bem escrito, um livro, uma música, um filme. Essas coisas são absurdamente inspiradoras e impulsionadoras de qualquer ação produtiva que nasce de mim.

Daí você pergunta “então que dúvida você tem se já sabe suas motivações?”

Saber eu sei gato(a), mas elas ainda vem de fora, ainda não saem de mim exclusivamente, minha motivação é inspiração.

Então… Qual é minha motivação?

 

Engolir sapo é uma “coisa” que se arrasta pelo dia a dia das pessoas e que eu, no meu mundo Deboresco, não entendo e não me encaixo.

Eu não engulo sapo. E não é por que eu sou melhor que ninguém ou que as pessoas não sejam desaforadas e estúpidas comigo.

Depois de pensar sobre isso não consegui diagnosticar o que é realmente engolir um sapo. Se alguém lhe manda ir tomar naquele lugar, ou te dá um baita fora, ou sei lá mais o que pode ser categorizado como “sapo” e você se importa com a ofensa, aí sim temos um problema… Acho, nem acho, tenho certeza de que todas as coisas tem o tamanho que damos a elas. Se você liga o F. e simplesmente adquire o hábito de abstrair os “inconvenientes” não haveria “sapo” nenhum.

Continuo achando que o mundo é simples e nós é que complicamos o maior benefício que nos foi dado de bandeja, que é a via.

Esse assunto me atingiu fortemente, depois de saber que uma estatística alarmante de casos de câncer de mama e da opinião de uma médica especializada, dizendo que na grande maioria dos casos de câncer em mulheres o motivo é que elas, nós mulheres, engolimos muitos sapos e deveríamos revidar mais, sermos mais bravas. “?”

E aí está o maior dos meus conflitos com a afirmação. Desde quando, ser ríspido e “revidativo”, nos dá imunidade a uma doença, se tudo que emanamos é posteriormente assimilado por nós?

Ninguém é bruto, estúpido, maligno, incompreensivo, etc. impunemente.

Por isso minha solução não é o revide, e sim a abstração.

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