Música


Acuso e resmungo sua liberdade

Invejo seu niilismo descarado e franco

Só te suporto de soslaio

Eu sei, bem sei, que se me entrego caio

Sofro o ataque indefensável no flanco

Percebo minha trivialidade

Em ver naturalmente em você

O que eu almejo

E inábil, ofendo-te, rejeito-te

Como ter-te se sou fraco

Como ser “eu” desejado

Se me tira todo o mistério

Confrontas meu personagem

Revela-me que somente isso

Sou.

Além de Veredas/Meu Sol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Estão as águas que sua pele acaricia

O que dá brilho a sua forma e te ilumina

 

Sertão sem mar

Eu sem meu sol

Peixe de rede

De seu anzol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Termina a pele seca e o sofrimento mudo

Do choro agudo camuflado em poço fundo

 

Quero saber

Poder te amar

Chuvas em sol

Te ver brilhar

 

Crespa tez, do meu caminho em espinho

Coração entregue a pleno desalinho

 

Ondas pro mar

Você pra mim

Dormir sonhar

Cheiro em jasmim

 

 

 

O Tempo

A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim

Pra mim, pra mim
Laiá, lalaiá

Se o tempo se abrir talvez
Entenda a razão de ser
De não querer sentar pra discutir
De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir
A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar

E o tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

DioEu nem ligo muito pro Dio (Deve ser por conta do Ozzy, que eu AMO e foi substituido ridiculamente  pelo guinomo em questão) mas o Tenacious D me deu uma nova perspectiva do Dio.

Enfim… minha homenagem a sua morte!

Ainda não escrevi nenhuma música nesse tempo que estou morando na roça.

Este não era mesmo o objetivo inicial e eu, como tantos, sou iluminada pelos raios da inspiração musical quando estou meio pra baixo. Quando se quer escrever, por mais que saia uma bela merda, o fundo do poço – é sim!! – o melhor lugar.escrita22

Já escrevi coisas até bem alegrinhas, umas românticas (sem ser de dor de cotovelo), mas não é tão interessante.

Gostaria de dizer que todos nós nos encontramos no amor, mas é bem mais certo de nos unirmos no sofrimento.

 

A música a seguir escrevi num desses dias de tédio e insatisfação.

Quando as Sras. Fauna e Flora me inspirarem eu mostro pro cês!

Inté!

 

 

 

 

Vivo ou morto

Débora Dezerto

 

 

 

“Vivo ou morto

 

As luzes das casas

Parecem não ter fim

As construções se erguem

Sobre mim

 

As esperanças tornam-se

Ilusões

E confidências se espalham

Por outras dimensões

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me dia sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

 

Mil maravilhas imaginei

Sons, curvas, malicias

Em formas eu viajei

 

Mas nada fica claro

Por que preciso encontrar

A casa do meu recanto

E então enfim repousar

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me diga sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

Que é certo o que eu

Quero realizar”

 

O vídeo nada tem haver com o Brasil, vale lembrar!

Celina Hristov

Afinadíssima!

“Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar”

Próxima Página »