Acuso e resmungo sua liberdade

Invejo seu niilismo descarado e franco

Só te suporto de soslaio

Eu sei, bem sei, que se me entrego caio

Sofro o ataque indefensável no flanco

Percebo minha trivialidade

Em ver naturalmente em você

O que eu almejo

E inábil, ofendo-te, rejeito-te

Como ter-te se sou fraco

Como ser “eu” desejado

Se me tira todo o mistério

Confrontas meu personagem

Revela-me que somente isso

Sou.