agosto 2011


Preciso urgentemente de motivação. É imprescindível que eu tenha em mente algum objetivo. Não me concentro em nada além de derramar minhas lamúrias. Tudo que eu quero ler, estudar, aprender se confunde na minha mente junto a tristeza ininterrupta, a pensamentos degradantes, monótonos de um ser abandonado e descartável e cansado.

Estou sem forças. Deve ser nesse momento da vida que certas pessoas viram evangélicas. Passo. Eu preciso me apaixonar pela vida, não ouvir que alguém sofreu por mim e eu tenho que ser feliz e agradecida por isso, ao mesmo tempo em que tenho que sofrer pra pagar o quanto foi sofrido por mim. Deus existindo me compreenderá. O que será que significa existir? Ponto de vista, vista o ponto, nesse ponto não visto nada e em outro nada visto. Nua, cega e vazia.  bluéur!

Muito complicada essa situação de já estar quase chegando nos 30 e não saber o que realmente te move, comove, te faz feliz, pleno, realizado. É complicado ser frustrada por não ter frustrações dos ideais não realizados. Acredito na vida a passeio. Não tenho escolha.

Se eu fosse uma pessoa sem talentos, inexpressiva, ignorante, alienada, minha vida seria mais fácil. Confortavelmente passaria a vida sonhando coisas tão impossíveis que serviriam apenas para os momentos de elucubrações de antes de dormir. Como as minhas de ser astrofísica! Até inventei uma piadinha. Uma versão do “onde há fumaça há fogo!” o meu é “Onde há supernova há um buraco negro!” mas acho que só quem riria com isso seria a galera do The Big Bang Theory mesmo. Ai ai…  Então, voltando ao assunto. Não tenho mais nada a dizer sobre o assunto pq não quero nada. Quero os que os fracos egoístas querem. Fugir! Ê, palmas pra mim. Boa noite e boa sorte!

Além de Veredas/Meu Sol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Estão as águas que sua pele acaricia

O que dá brilho a sua forma e te ilumina

 

Sertão sem mar

Eu sem meu sol

Peixe de rede

De seu anzol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Termina a pele seca e o sofrimento mudo

Do choro agudo camuflado em poço fundo

 

Quero saber

Poder te amar

Chuvas em sol

Te ver brilhar

 

Crespa tez, do meu caminho em espinho

Coração entregue a pleno desalinho

 

Ondas pro mar

Você pra mim

Dormir sonhar

Cheiro em jasmim

 

 

 

Aproveitando que ninguém mais lê esse blog vou vomitar algumas coisas. Uma coisa boa aconteceu. Voltei a ter plano de saúde. Não sentia a falta que ele me fazia até me machucar severamente e não ter outra opção que não o serviço público de saúde. É… Não foi dos piores mas eu não melhorei em nada desde então. Nem da minha coluna nem da cabeça e dos nervos. Os dois últimos não tiveram nada a ver com os hospitais públicos. Não. Se eu tivesse que culpar alguém seria a todo mundo que existe no planeta, que de alguma forma fez o mundo ser como é e consequentemente eu. Não me excluo dos culpados. Se houvesse algum. Acho tão bonito ver esses casos “Ana Maria Braga” e “Oprah”, de superação, otimismo e blá blá blá mas eu cansei de ser otimista e simplista. Mesmo sabendo que não vou conseguir mudar isso eu tenho esperança que o meu comodismo em relação a inutilidade humana vai virar do avesso e eu vou passar a ser avessa e passar a me incomodar e ser ativa. Se eu conseguir começar por mim já é um grande passo. Meu Deus to sendo otimista de novo. Quando que eu vou deixar de ser essa contradição, acomodada e braçal, gentil e torpe, criativa e cabeça dura, grudada desgarrada, amante desalmada, egoísta desinteressada e generosa, isso e aquilo. Cai na real né? Viva com isso. Foi um comodismo ai em cima? É. Acho que sim! Não. Foi sim. To com vontade de xingar em inglês. Odeio inglês. Eu queria muito servir pra alguma coisa que me beneficiasse. Ainda bem que eu não sou suicida, porque passaria a vida inteira me matar sem sucesso. Alguma coisa boa deve ter nisso. Eu bem que queria escrever mais umas bobagens mas como estou escrevendo pra mim e todas as coisas estão presentes nas entrelinhas, partirei sem parágrafos e sem correções ortográficas.