março 2009


Os amigos mais próximos sabem bem da minha agonia, impaciência e frustração por não conseguir um parceiro para colocar minhas músicas em prática.

Infelizmente o tempo não é um “bem” que meus queridos músicos disponham, e eu preciso de alguém para me acompanhar.

Mais novo amigo

Mais novo amigo

Bem… Resumo da ópera, as músicas da 3D agora serão feitas para serem acompanhadas pelo pandeiro.

Meu patrocinador me deu um pandeirinho lindo e bem barulhento de presente e o youtube pode ser um grande professor.

Então… Estou a caminho da independência.

 

Viva o pandeiro e a capacidade de deixar de ser descoordenada.

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Aarrgh“Não jogue fora o que Deus lhe deu

Não corra atrás de um sonho que não é seu

Não desfaça os laços de afeto

Seja um bom pagador

Não mate amigo, inimigo ou inseto

 

E se não surtar, mande a receita

Que eu como, rasgo ou mando queimar

Por que eu vou surtar, não fui má enquanto pude

E me dei até não mais me achar

 

Já cansei de auto-ajuda

Seus conselhos, choro e culpa

Quero me encontrar com

Nietzsche, Cazuza e Pablo Neruda

 

Não joguei fora o que Deus me deu

Castiguei meus pés atrás dos sonhos meus

Te amei mais que à minha própria vida

Não matei, mas morreram

Aqueles a quem dediquei minha vida

 

E eu quero surtar, a sua receita

Eu como, rasgo e mando queimar

E se eu não surtar, serei má, cruel e rude

Até ninguém mais me agüentar.”

 

3D

Resposta de Nietzsche ao que escrevi no post anterior.

“Aquele que não sabe pôr sua vontade nas coisas quer ao menos atribuir-lhes um sentido: o que o faz acreditar que já existe uma vontade nelas (Princípio da “fé”).”

Diretamente de Crepúsculo dos ídolos.

Do Zazá

Do Zazá

Quais são as motivações que levam todos nós a tomarmos nossas atitudes?

O que leva uns há matar e outros a abdicar de suas vidas para cuidar e zelas pela vida dos demais? Por que alguns são tão ativos naturalmente e outros necessitam tanto de incentivos externos para serem produtivos (não só para o mundo, mas para si)?

Será o ambiente? A criação? Falta de autoconhecimento?

Isso e muito mais?

Faz muito tempo que venho tentando encontrar em mim, minha motivação para executar qualquer tarefa, seja ela física ou intelectual.

As pessoas tem muitos tipos de motivação, mas pensando e segmentando essas motivações, identifiquei todas elas em uma única categoria. Paixão.

Pois é, você pode ter paixão por dinheiro, pela arte, pela família, várias paixões juntas, o rompimento de uma paixão etc. Vale lembrar que paixão aqui não está diretamente ou unicamente relacionada com amor, mas com impulsos elétricos do nosso corpo que nos estimulam a ter energia e a tomar atitudes, a primeira marcha.

De Peps

De Peps

Os cursos e aulas de motivação, que são ministrados por pessoas bem engraçadas por sinal (mais pelo ridículo), geralmente abordam assuntos como liderança e como lidar com o grupo, por exemplo. E esse tipo de palestra, me encasqueta ainda mais a cabeça com dúvidas sobre minhas motivações e as que funcionam para os outros. Nas poucas palestras motivacionais que participei, foi difícil entender como as pessoas são encorajadas pelos argumentos, exemplos e analogias tão fervorosamente ditos pelos palestrantes. Acho que o mesmo acontece nas igrejas e em discursos políticos. O tal orador, pode estar falando nada com nada, mas a imponência na voz e no gestual já diz o que a platéia quer ouvir, mesmo que seja pelos olhos.

O meu?

O meu?

Pode parecer que eu acho desnecessário ou inútil existir cursos motivacionais, igrejas e política. Mas não é verdade. Eu acho ótimo, só não me motivo. Daí o problema é comigo mesmo.

Minha motivação não surge no desejo de ser bem sucedida corporativamente, não é essa a minha paixão. Provavelmente é esse o motivo da minha falta de interesse e sentimento de tempo perdido quando me encontro nesta situação engravatada.

O da Vivi

O da Vivi

 

Minha paixão são as idéias, as pessoas, as idéias das pessoas.

Um bom papo é inspirador, um texto bem escrito, um livro, uma música, um filme. Essas coisas são absurdamente inspiradoras e impulsionadoras de qualquer ação produtiva que nasce de mim.

Daí você pergunta “então que dúvida você tem se já sabe suas motivações?”

Saber eu sei gato(a), mas elas ainda vem de fora, ainda não saem de mim exclusivamente, minha motivação é inspiração.

Então… Qual é minha motivação?

 

Olha eu de Chun-Li

 

É para rir e chorar. Gostaria de ter lido quando era criança ou adolescente e reler agora, fiquei imaginando como teria sido minha interpretação quando mais jovem, o que me tocaria, como as coisas fariam sentido. Fui tentando traçar um paralelo do suposto sentimento juvenil, com o que Estante de Cecíliasignificou toda a história, para mim hoje. Foi bom da mesma maneira. Ponto pra minha criatividade e zelo por certa infantilidade.

 

Espero que gostem.

Trecho de “Através do Espelho” a visão de um Anjo sobre nós.

“Vocês é que são fantasmas para nós, Cecília, e não o contrário. Vocês vão e vêm. São vocês que não duram. São vocês que aparecem de repente, e cada vez que uma criança recém-nascida é colocada dentro da barriga da mãe, é uma grande maravilha que se repete. Porém, com a mesma rapidez vocês se vão. Parece que vocês são bolhas de sabão que Deus vai soprando.”

Vale muito a pena… E é para qualquer idade.

Nem vou colocar a culpa em Murphy, mas alguma coisa tem que ser.

Depois de lutar contra o sedentarismo que se instalou em meu corpo físico, decidi retomar minhas aulas de dança.

Seria bom, se as energias do mundo estivessem sempre em sintonia com as nossas não é mesmo?

Pois bem, segunda feira, um calor tremendo, ônibus, lapa (local da aula), tudo fechado e apagado, eu furiosa e com calor, ônibus, enjôo (ainda tem acento?) com o balanço da carroça, casa, volta ao sedentarismo.

 

Está difícil lutar. Mas tudo bem…

 

Por outro lado, comecei a ler um livrinho muito fofo chamado “Através do Espelho” do Jostein Gaarder, o mesmo autor de “O mundo de Sofia”. Estou tendo bastante sorte quanto aos livros que ando lendo, muito inspiradores… Estou amando todos.

Depois eu falo mais sobre o assunto do livro… deixa eu terminar.

 

Até mais…

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