Música


Ainda não escrevi nenhuma música nesse tempo que estou morando na roça.

Este não era mesmo o objetivo inicial e eu, como tantos, sou iluminada pelos raios da inspiração musical quando estou meio pra baixo. Quando se quer escrever, por mais que saia uma bela merda, o fundo do poço – é sim!! – o melhor lugar.escrita22

Já escrevi coisas até bem alegrinhas, umas românticas (sem ser de dor de cotovelo), mas não é tão interessante.

Gostaria de dizer que todos nós nos encontramos no amor, mas é bem mais certo de nos unirmos no sofrimento.

 

A música a seguir escrevi num desses dias de tédio e insatisfação.

Quando as Sras. Fauna e Flora me inspirarem eu mostro pro cês!

Inté!

 

 

 

 

Vivo ou morto

Débora Dezerto

 

 

 

“Vivo ou morto

 

As luzes das casas

Parecem não ter fim

As construções se erguem

Sobre mim

 

As esperanças tornam-se

Ilusões

E confidências se espalham

Por outras dimensões

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me dia sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

 

Mil maravilhas imaginei

Sons, curvas, malicias

Em formas eu viajei

 

Mas nada fica claro

Por que preciso encontrar

A casa do meu recanto

E então enfim repousar

 

Eu quero pouco

Quero ter pra mim

Um vivo ou morto

Que me diga sim

 

Quero o bastante

Que me leve a sonhar

Que é certo o que eu

Quero sonhar

Que é certo o que eu

Quero encontrar

Que é certo o que eu

Quero realizar”

 

O vídeo nada tem haver com o Brasil, vale lembrar!

Celina Hristov

Afinadíssima!

“Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar”

É.

Eu fico me perguntando. O que seria da reputação de grandes cantores, atores e quaisquer artistas, brasileiro ou internacionais, se os paparazzi já existissem e infernizassem nos tempos de Roberto Carlos jovenzinho playboy ou até mesmo na época de Xuxa de maiô e bota no joelho na frente da TV brincando com os baixinhos?

Será que teríamos “Rei” e “Rainha” (dos altos e baixos) aclamados e respeitados, se desde seu início de carreira suas vidas fossem viradas de ponta cabeça e seus “podres” motivo de mais vendas em capas de revista?

Salve Amy, Britney e semelhantes, que além de fazer seu trabalho, muito bem por sinal, tem de encarar hipócritas, invejosos, usurpadores, oportunistas e Bispos Macedo, pintando e bordando por aí rindo da desgraça alheia que eles mesmos fazem questão de criar e/ou alimentar.

Tô Maysa hoje.