“De repente” já se foi. Tudo que se passa vem se passando e repassando revivendo e revirando o passado de frustrações, mentiras e anulação. Meu roteiro de sensações continua o mesmo, bagunçado e frenético e o de argumentações continua tão pobre como quando tudo começou. Não dá conta. Não evolui. Passar tanto tempo argumentando o fracasso com ele mesmo certamente nunca me levará a lugar nenhum, mas enquanto não descobrir o que de fato é e diferenciar “o efeito” da “a causa” o ciclo não será quebrado.

Receio ter começado a enxergar certas matrizes, mas ainda não dei fala pra elas. São figurantes prontos para ter seu momento, de virarem estrelas, a peça que falta para terminar esse quebra-cabeças. Torço por eles, afinal, minha vida depende disso e essa pode ser a oportunidade de um final feliz ou no mínimo de um “pré-ápise”.

Quem são realmente meus amigos?
Às vezes penso que na verdade tenho um ou no máximo dois amigos. Amigos de verdade incorruptíveis, que te vêem por completo, na maioria das vezes te enxerga mais rápido que você mesmo. Uma pessoa que conhece todas as suas peças e sabe montá-las uma a uma, como um carpinteiro naval que sabe o lugar de cada pedacinho de madeira de sua nau, essa pessoa sim tem valor pra mim. Valor por completo, diferente de pessoas que te circundam e mais parecem operários bitolados que só conseguem lidar com uma peça ou duas de uma coisa que ela nem mesmo reconheceria se visse pronta, completa. Não consigo deixar de comparar e atribuir menos valor a esses operários, não me sinto confortável em me ver como burguesa de mim mesma, recrutando e/ou adquirindo “operários” cada um enroscando um parafuso de uma parte de mim quando na verdade eles nem sabem que serventia ele tem, a importância que o contexto o atribui. Não sei administrar isso. Preguiça? Não! Valor a verdade, ao íntegro, ao belo.
Alguns podem pensar que a galinha enche o papo com um milho de cada vez. Pois bem, eu não sou galinha.

Hoje foi meu aniversário. Na verdade ontem já que são 02:04am.

Fico feliz em dizer que foi muito feliz e agradável.

Cervejinha, rockzinho básico (Gregg Allman, MCA, Janis),  joguinho de buraco, o cão dormindo, a fumaça correndo solta sem ter ninguém me dizendo que não pode ou ninguém de cara feia pra mim.

Show de bola.

Ganhei um livro que me encantou muito, um dinheirinho, carinho dos amigos pelo tel. ou online

Enfim, fiz o que quis sem me preocupar com nada e com ninguém.

Cada vez mais a caminho “eremiticência”.

 

Nada a reclamar, fico por aqui.

 

Preciso urgentemente de motivação. É imprescindível que eu tenha em mente algum objetivo. Não me concentro em nada além de derramar minhas lamúrias. Tudo que eu quero ler, estudar, aprender se confunde na minha mente junto a tristeza ininterrupta, a pensamentos degradantes, monótonos de um ser abandonado e descartável e cansado.

Estou sem forças. Deve ser nesse momento da vida que certas pessoas viram evangélicas. Passo. Eu preciso me apaixonar pela vida, não ouvir que alguém sofreu por mim e eu tenho que ser feliz e agradecida por isso, ao mesmo tempo em que tenho que sofrer pra pagar o quanto foi sofrido por mim. Deus existindo me compreenderá. O que será que significa existir? Ponto de vista, vista o ponto, nesse ponto não visto nada e em outro nada visto. Nua, cega e vazia.  bluéur!

Muito complicada essa situação de já estar quase chegando nos 30 e não saber o que realmente te move, comove, te faz feliz, pleno, realizado. É complicado ser frustrada por não ter frustrações dos ideais não realizados. Acredito na vida a passeio. Não tenho escolha.

Se eu fosse uma pessoa sem talentos, inexpressiva, ignorante, alienada, minha vida seria mais fácil. Confortavelmente passaria a vida sonhando coisas tão impossíveis que serviriam apenas para os momentos de elucubrações de antes de dormir. Como as minhas de ser astrofísica! Até inventei uma piadinha. Uma versão do “onde há fumaça há fogo!” o meu é “Onde há supernova há um buraco negro!” mas acho que só quem riria com isso seria a galera do The Big Bang Theory mesmo. Ai ai…  Então, voltando ao assunto. Não tenho mais nada a dizer sobre o assunto pq não quero nada. Quero os que os fracos egoístas querem. Fugir! Ê, palmas pra mim. Boa noite e boa sorte!

Além de Veredas/Meu Sol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Estão as águas que sua pele acaricia

O que dá brilho a sua forma e te ilumina

 

Sertão sem mar

Eu sem meu sol

Peixe de rede

De seu anzol

 

Se houvesse margem no mar que você se esconde

Minha busca infinita saberia onde

Termina a pele seca e o sofrimento mudo

Do choro agudo camuflado em poço fundo

 

Quero saber

Poder te amar

Chuvas em sol

Te ver brilhar

 

Crespa tez, do meu caminho em espinho

Coração entregue a pleno desalinho

 

Ondas pro mar

Você pra mim

Dormir sonhar

Cheiro em jasmim

 

 

 

Aproveitando que ninguém mais lê esse blog vou vomitar algumas coisas. Uma coisa boa aconteceu. Voltei a ter plano de saúde. Não sentia a falta que ele me fazia até me machucar severamente e não ter outra opção que não o serviço público de saúde. É… Não foi dos piores mas eu não melhorei em nada desde então. Nem da minha coluna nem da cabeça e dos nervos. Os dois últimos não tiveram nada a ver com os hospitais públicos. Não. Se eu tivesse que culpar alguém seria a todo mundo que existe no planeta, que de alguma forma fez o mundo ser como é e consequentemente eu. Não me excluo dos culpados. Se houvesse algum. Acho tão bonito ver esses casos “Ana Maria Braga” e “Oprah”, de superação, otimismo e blá blá blá mas eu cansei de ser otimista e simplista. Mesmo sabendo que não vou conseguir mudar isso eu tenho esperança que o meu comodismo em relação a inutilidade humana vai virar do avesso e eu vou passar a ser avessa e passar a me incomodar e ser ativa. Se eu conseguir começar por mim já é um grande passo. Meu Deus to sendo otimista de novo. Quando que eu vou deixar de ser essa contradição, acomodada e braçal, gentil e torpe, criativa e cabeça dura, grudada desgarrada, amante desalmada, egoísta desinteressada e generosa, isso e aquilo. Cai na real né? Viva com isso. Foi um comodismo ai em cima? É. Acho que sim! Não. Foi sim. To com vontade de xingar em inglês. Odeio inglês. Eu queria muito servir pra alguma coisa que me beneficiasse. Ainda bem que eu não sou suicida, porque passaria a vida inteira me matar sem sucesso. Alguma coisa boa deve ter nisso. Eu bem que queria escrever mais umas bobagens mas como estou escrevendo pra mim e todas as coisas estão presentes nas entrelinhas, partirei sem parágrafos e sem correções ortográficas.

O Tempo

A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim

Pra mim, pra mim
Laiá, lalaiá

Se o tempo se abrir talvez
Entenda a razão de ser
De não querer sentar pra discutir
De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir
A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar

E o tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

DioEu nem ligo muito pro Dio (Deve ser por conta do Ozzy, que eu AMO e foi substituido ridiculamente  pelo guinomo em questão) mas o Tenacious D me deu uma nova perspectiva do Dio.

Enfim… minha homenagem a sua morte!

Pois é amizade, voltei!

Zapata morreu, eu vou trabalhar de carteira assinada, o carnaval acabou, meu cabelo não é mais o mesmo e meu cachorro está com transtorno continua lindo e preguiçoso.

Fora isso, nenhuma novidade. Postando só para não esquecer a senha do blog. De novo.

Próxima Página »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.